Programa

Aquecimento, Dramatização e Partilha

Introdução

A estrutura do congresso segue a matriz metodológica do Psicodrama: Aquecimento, Dramatização e Partilha.

Uma pergunta acompanhará todo o congresso, lançada no plenário de abertura e retomada na mesa final de encerramento:

Que mundo estamos a criar nas nossas relações, nas nossas instituições e nas nossas comunidades?

Programa provisório, sujeito a alterações.

Programa em PDF (2 páginas)

Sexta, 6 de Novembro · Aquecimento

  1. 10h30 13h30

    Workshop pré-congresso

    Espelhos infinitos

    • Adriana Piterbarg

    Inscrição à parte da inscrição no congresso.

    Saber mais e inscrever
  2. 14h30

    Abertura do secretariado

  3. 15h00 15h30

    Abertura do congresso

    • Ana CruzPresidente do Congresso
    • João Teixeira de SousaPresidente da Direção da SPP
    • José Adriano da Silva FernandesSócio n.º 1 da SPP
    • Câmara Municipal de AnadiaRepresentante a confirmar
  4. 15h30 17h00

    Plenário experiencial

    Entre o Fado e o Tango: como dançamos com os conflitos?

    • Adriana Piterbarg

    Um encontro necessário entre o Psicodrama e o Mundo. Facilitado por Adriana Piterbarg, convidada especial internacional.

  5. 17h30 18h30

    Sociodrama comemorativo dos 40 anos da SPP

    Fernando Rato

  6. 18h30 19h00

    Apresentação da Revista Comemorativa dos 40 anos da SPP

    • António Roma Torres
    • Sara de Sousa
    • Celso Teixeira
  7. 20h30

    Jantar de celebração dos 40 anos da SPP

    Incluído na inscrição

Sábado, 7 de Novembro · Dramatização

  1. 09h30 11h00

    Workshops simultâneos

    Ver as 6 sessões
    • Sala 1

      Fórum de Sociatria: Qual a Cura Comunitária em Tempos de Fragmentação Social?

      José Luís Mesquita · Fernando Ochoa · Fabienne Guimarães

      Resumo
      • José Luís Mesquita

      O Fórum de Sociatria propõe refletir sobre a cura comunitária em tempos de fragmentação social, utilizando o Psicodrama como método integrador para dramatizar patologias sociais contemporâneas. A partir do Teatro Espontâneo, Sociodrama, Jornal Vivo e Teatro do Oprimido, promovem-se espaços de escuta, participação e construção coletiva. Inspirado em Jacob Levy Moreno e Augusto Boal, o fórum procura fortalecer vínculos sociais, estimular a espontaneidade e ampliar a consciência crítica perante desigualdades, exclusões e desencontros comunitários, favorecendo o diálogo, a criatividade e a transformação social partilhada entre grupos e comunidades.

    • Sala 2

      Introdução ao Psicodrama

      João Teixeira de Sousa

      Resumo
      • João Teixeira de Sousa

      Workshop introdutório ao modelo do psicodrama moreniano, para quem ainda não teve contacto com o Psicodrama.

    • Sala 3

      Caixa de Pandora: Manual de Instruções Perdido

      Inês Ataíde Gomes · Vera Reynaud da Silva

      Resumo

      A mitologia, desde a antiguidade, procura organizar o pensamento, os conflitos internos e as relações humanas. Ao emprestar-lhes uma roupagem poética, torna-os passíveis de serem apreendidos, contidos e partilhados com as novas gerações. Um manual de instruções secular que, desde tempos imemoriais, se constitui como uma tentativa de construção de humanidade. Pedimos hoje a Pandora que nos ajude a pensar sobre o estado do mundo.

      Mal · Mito · Esperança

    • Sala 4

      A Utopia, um Antídoto?

      Mariana Eugénio · Francisca Arsénio · Leonor Moreira

      Resumo
      • Mariana Eugénio
      • Francisca Arsénio
      • Leonor Moreira

      Num Mundo marcado por narrativas distópicas e desafios constantes, convidamos a pensar, sentir e agir de forma coletiva e criativa! Através da sociodança, propomos motivar o grupo a imaginar e explorar novas formas de intervir e estar no Mundo. Será a utopia uma ferramenta crucial para a transformação e bem-estar na sociedade?

      Utopia · Sociodança · Criatividade

    • Sala 5

      Dores do Mundo: Trabalhando com o Teatro Playback Psicoterapêutico

      António Gonzalez · Margarida Pedroso de Lima

      Resumo
      • Margarida Pedroso de Lima

      Partiremos das ferramentas do Teatro Playback para, a partir de preocupações e desafios colocados pela vivência da contemporaneidade, partilhar histórias com o grupo. A partir destas partilhas, e com recurso à expressão corporal, música e voz, iremos transformar as mesmas em objetos artísticos que permitam à pessoa narradora perspetivar, ressignificar e transformar a sua relação com a narrativa.

      Teatro Playback · Narrativa · Concretização

    • Sala 6

      Partes em Cena: O Diálogo entre Psicodrama e IFS

      Carolina Guedes · Sónia Esteves

      Resumo
      • Carolina Guedes
      • Sónia Esteves

      Este workshop articula Psicodrama e Internal Family Systems (IFS) para explorar como partes internas se manifestam no corpo e moldam respostas num mundo marcado por incerteza. Através de técnicas psicodramáticas, os participantes poderão externalizar cenas internas e dialogar com partes protetoras e feridas. O IFS oferece um enquadramento seguro para que o Self conduza o processo, favorecendo regulação e integração. Em sintonia com o tema do congresso, o workshop mostra como o Psicodrama pode apoiar a reorganização interna e a construção de novas possibilidades de presença.

      Psicodrama · IFS · Mundo

  2. 11h00 11h30

    Coffee break

  3. 11h30 13h00

    Workshops simultâneos e comunicações orais

    Ver as 6 sessões
    • Sala 1

      Dois Ecrãs, Uma Cama · Sexualidade e Intimidade do Casal no Mundo Digital

      João Fortunato · Paula Carvalho · Rute Batista

      Resumo
      • João Fortunato
      • Paula Carvalho
      • Rute Batista

      O estado do mundo, hiperconectado, performativo e fragmentado, chegou à cama dos casais, transformando profundamente a sua intimidade e sexualidade. Este workshop vivencial e participativo questiona: o que pode o psicodrama quando o ecrã substituiu o encontro? Após um breve enquadramento clínico sobre o impacto do mundo digital na sexualidade do casal, todos os participantes trabalham em pares, vivenciando uma cena fictícia através de técnicas psicodramáticas e sociodramáticas: sociometria, solilóquio e inversão de papéis. O objetivo é experienciar, no próprio corpo, como o psicodrama e o sociodrama podem restituir a espontaneidade e o encontro genuíno na relação íntima.

      Intimidade · Sexualidade · Mundo Digital

    • Sala 2

      Quem cabe na matriz? Género e diversidade sexual no acompanhamento de pessoas LGBTIQA+ através do modelo do psicodrama moreniano

      Nuno Amarante · Rita Barros

      Resumo
      • Nuno Amarante
      • Rita Barros

      Moreno descreveu a matriz de identidade como o útero social onde nos constituímos enquanto pessoas. Hoje reconhecemos que essa matriz é também atravessada por conservas culturais de género, sexo e desejo, conservas que produzem pertença e exclusão. Este workshop vivencial convida a explorar, em palco, a matriz que organiza a diversidade sexual e de género, e a forma como nos atravessa enquanto profissionais e enquanto pessoas. Usaremos espetrogramas, viagens biográficas e dramatização para tornar visível o que habitualmente fica implícito. A partir da pergunta «Quem sobreviverá?», abrimos um espaço de encontro para pensar o acompanhamento de pessoas LGBTIQA+.

      Sexo · Género · LGBTIQA+

    • Sala 3

      Sociodrama com Trauma Coletivo

      Manuela Maciel

      Resumo
      • Manuela Maciel

      Após identificar alguns traumas coletivos comuns no grupo que participa no workshop, iremos escolher um deles para compreender e aprofundar essa ferida coletiva. Iremos também identificar alguns recursos positivos coletivos. Após algumas encenações da situação problemática, juntamente com os recursos positivos, evoluiremos para a realidade suplementar, onde reside o verdadeiro poder de cura e consciência do Psicodrama e do Sociodrama, e tentaremos refletir sobre diferentes soluções para este trauma coletivo comum.

      Sociodrama · Trauma · Estimulação Bilateral

    • Sala 4

      O papel do psicodramatista/sociodramatista no estado do mundo atual: oportunidades e desafios

      Sofia Veiga · Cristina Martins · Joana Coutinho

      Resumo

      Vivemos num mundo marcado por mudanças rápidas, instabilidade e crescente complexidade, em que os referenciais que durante muito tempo organizaram a vida individual e coletiva parecem já não oferecer as mesmas respostas. As transformações sociais, culturais e relacionais fazem emergir novas formas de mal-estar e colocam desafios particulares ao exercício do papel de psicodramatista e sociodramatista. Neste workshop, propomos um espaço de reflexão e experimentação em torno do desenvolvimento destes papéis profissionais. A partir das experiências dos participantes e através de métodos de ação, procuraremos explorar de que forma os equilíbrios de outrora exigem novos olhares e ações mais criativas e espontâneas. Mais do que encontrar soluções definitivas, pretende-se ampliar a capacidade de agir perante as exigências do presente. Psicodramatistas e sociodramatistas são também chamados a revisitar os seus papéis, reconhecer os seus limites e descobrir outras possibilidades de intervenção nos contextos clínicos, pedagógicos e institucionais.

    • Sala 5

      O Social em nós: o psicodrama Interno como ato sociátrico

      Luciano Moura

    • Sala 6

      Comunicações orais · Investigação

      • Moderação
      • Raquel Pedrosa
      Ver as 5 comunicações
      1. Older Gay Men's Responses to Tele-Drama-Based Intervention: A HAMPCAS Analysis

        Gianmarco Biancalani · Ana Sofia da Cruz · Hod Orkibi · Shoshi Keisari

        Resumo
        • Gianmarco Biancalani
        • Ana Sofia da Cruz

        This presentation explores participants’ experiences of a tele-drama-based group intervention for older gay men, integrating psychodrama, drama therapy, and life review. Post-intervention interviews were analyzed using HAMPCAS, Helpful Aspects of Morenian Psychodrama Content Analysis System, a qualitative coding system developed for psychodrama research that links meaningful therapeutic events to the actions or techniques involved, their helpful or hindering impacts, and the contents addressed. The presentation shows how the intervention addressed participants’ psychosocial needs by supporting self-exploration, identity integration, emotional expression, and connection with others in relation to identity, aging, relationships, and future possibilities.

        Older gay men · HAMPCAS · Tele-drama-based group intervention

      2. Grupo de Psicodrama com Doentes Oncológicos · Estudo Observacional IPO-Porto (2024–2026) e O Sobrevivente Oncológico: quando o Corpo Permanece em Cena

        Célia Soares · Rebeca Cohen · Ana Luís Falcão · Susana Sousa Almeida

        Resumo
        • Célia Soares
        • Ana Luís Falcão

        Esta comunicação apresenta a experiência de um grupo de psicodrama com doentes oncológicos desenvolvido no Instituto Português de Oncologia do Porto entre setembro de 2024 e junho de 2026. O trabalho enquadra-se num estudo observacional, longitudinal prospetivo e exploratório, com metodologia mista, baseado numa amostra naturalística de doentes acompanhados em Consulta de Psiquiatria com indicação para psicoterapia. Os resultados sugerem que a intervenção psicodramática tem potencial para reduzir o sofrimento psicológico e a psicopatologia associada à doença oncológica, observando-se benefícios mais evidentes após a consolidação do processo grupal. Estes dados apoiam a integração do psicodrama nos cuidados de saúde mental em oncologia. O psicodrama oferece um enquadramento particularmente relevante para compreender e trabalhar o sofrimento que pode persistir para além do tratamento do cancro. Em muitos sobreviventes, o corpo permanece no centro da experiência subjetiva, refletindo alterações duradouras da identidade, da imagem corporal e da relação consigo próprio. Partindo de uma revisão narrativa da literatura e da experiência clínica das autoras, propõe-se a transformação da relação com o corpo como eixo psicopatológico central da sobrevivência oncológica. Discutem-se as implicações clínicas deste modelo e o potencial das intervenções psicodramáticas na elaboração de experiências corporais, identitárias e relacionais associadas à sobrevivência.

        Psicodrama · Psicoterapia de grupo · Oncologia · Sobrevivência Oncológica · Corpo

      3. Psicodrama Moreniano numa População em Idade de Transição: Avaliação do Impacto Clínico e Psicossocial

        Rute Cajão · Catarina Garcia Ribeiro

        Resumo

        Pretendemos apresentar uma proposta de modelo de estudo clínico observacional de avaliação da eficácia do psicodrama moreniano em jovens em idade de transição, na redução de sintomas ansiosos e depressivos, nos domínios da personalidade neuroticismo e psicoticismo, e na melhoria da espontaneidade. A apresentação pretende fomentar a discussão dum modelo que possa ser replicado nos vários grupos de psicodrama ao longo do país, com vista a construir uma base de dados nacional partilhada que facilite a investigação científica da eficácia do modelo de psicodrama moreniano em grupo terapêutico.

        Psicodrama Moreniano · Investigação Científica · Espontaneidade

      4. Cobuilding Knowledge on the Stage: Morenian Methods for Participatory Socio-Educational Research

        Marco Ius

        Em inglês
        Resumo

        This paper explores what the Morenian method, psychodrama and sociodrama, can offer to socio-educational research. From the standpoint of social pedagogy, it frames sociodrama as a participatory, action-based and transformative research method for working with students, social professionals, families and people with lived experience. Rather than researching on people, Morenian research creates scenic contexts where roles, counter-roles, power relations and cultural positions can be embodied, observed and re-signified. The presentation discusses the researcher-facilitator’s posture, ethical issues, and the contribution of spontaneity and creativity to co-producing situated knowledge.

        Psico-Sociodrama · Participatory research · Role of researcher

      5. (Des)Mascarando a Persona: A Máscara enquanto Objeto Intraintermediário no Psicodrama

        José Gregório Rojas · Nuno Pires · Filipa Mucha Vieira

        Resumo
        • Nuno Pires

        A adolescência constitui um período marcado por desafios ao nível da identidade, regulação emocional e comunicação interpessoal. O presente estudo qualitativo procurou compreender a experiência de adolescentes num grupo de psicodrama no qual foi introduzida a técnica de criação de máscaras do self de Rojas-Bermúdez e o seu respetivo uso enquanto objeto intraintermediário. Os dados, recolhidos através do HAT e CCI, foram analisados tematicamente e evidenciaram o desenvolvimento de insight, autoconhecimento, melhoria da comunicação e regulação emocional, destacando-se a máscara enquanto ferramenta facilitadora do acesso e expressão de conteúdos internos, promovendo processos de mudança psicológica.

        Máscaras · Adolescência · Intraintermediário

  4. 13h00 14h45

    Almoço

  5. 14h45 16h15

    Workshops simultâneos e comunicações orais

    Ver as 6 sessões
    • Sala 1

      O que Pode o Amor? Abordagem Psicodramática das Mudanças nas Interações Amorosas

      José Teixeira de Sousa · Andreia Ribeiro · Rosa Costa

      Resumo
      • José Teixeira de Sousa
      • Andreia Ribeiro
      • Rosa Costa

      Num mundo em rápida transformação tecnológica e social, a plasticidade dos papéis amorosos é uma condição de sobrevivência psíquica. O Psicodrama retira o amor do campo da pura abstração ou da queixa verbal e traz as dores e as delícias do encontro para o corpo, para a ação e para o aqui-e-agora. O amor, segundo a lente psicodramática, é uma cocriação. Através do encontro verdadeiro, ele «pode» transformar os vínculos e flexibilizar os papéis para que a espontaneidade possa habitar a relação. Este workshop convida os participantes a debaterem sobre as transformações das interações e das relações amorosas, partindo da sua experiência pessoal.

      Psicodrama · Amor · Transformação

    • Sala 2

      A Doença Mental não é um Bicho de 7 Cabeças · Sociodrama na Sala de Aula

      Sara de Sousa · Marta Monteiro

      Resumo
      • Sara de Sousa

      O projeto «O Bicho de 7 Cabeças» é uma iniciativa de promoção da literacia em saúde mental e combate ao estigma, do Laboratório de Reabilitação Psicossocial da Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto. A sessão centra-se na utilização do sociodrama como método pedagógico participativo e mobilizador, capaz de promover a reflexão crítica, a expressão de representações sociais e a construção coletiva de novos significados sobre a saúde mental. Através da experimentação de algumas das estratégias utilizadas no projeto, os participantes serão convidados a vivenciar o potencial do sociodrama na sensibilização, desconstrução de preconceitos e promoção de uma cultura de maior compreensão, inclusão e cidadania em saúde mental.

      Sociodrama · Literacia em Saúde Mental · Estigma

    • Sala 3

      À Espera de D. Sebastião: um Sociodrama para Além do Nevoeiro

      Fabienne Guimarães · Joana Pinheiro

      Resumo

      Inspirado num imaginário coletivo de espera e promessa, associado à figura mítica de D. Sebastião, e no simbolismo do nevoeiro enquanto metáfora das incertezas do mundo contemporâneo, este workshop propõe uma experiência sociodramática de exploração das respostas coletivas. Através da ação dramática, do uso de máscaras e da representação de papéis, valores e forças sociais, os participantes serão convidados a dar voz às múltiplas narrativas que coexistem numa sociedade em transformação. O workshop pretende constituir um espaço vivencial de encontro, criatividade e reflexão sobre o potencial transformador do Sociodrama, num território simbólico onde o nevoeiro não esconde apenas, mas também convoca a criação.

      Sociodrama · Máscaras · Imaginário coletivo

    • Sala 4

      Cobuilding Knowledge on the Stage: Morenian Methods for Participatory Socio-Educational Research

      Marco Ius

      Em inglês
      Resumo

      This experiential and reflective workshop explores what Morenian and expressive methods can do for participatory research-training in socio-educational contexts. Through sociodrama, psychodramatic techniques and oneiric drawing, participants will engage with roles, images, embodied knowledge and group reflection. The workshop is designed as a shared inquiry space involving, potentially, university students, social professionals, service users and people with lived experience. A specific reflective part will focus on the posture, role and ethical responsibilities of the researcher-facilitator, considering how to support participation, protect participants, and transform experience into situated, collective and actionable knowledge.

      Participatory Research-Training · Expressive Methods · Researcher-facilitator

    • Sala 5

      O papel do Psicodrama e das terapias de expressão dramática em Reabilitação Criminal

      Fernando Vieira · Sofia Pinto · Maria Cameira

      Resumo
      • Fernando Vieira

      Após uma introdução sobre conceitos fundamentais atinentes à Reabilitação Criminal em contexto forense, os psicodramatistas centrar-se-ão nas vantagens da metodologia vivencial e técnicas de ação dramática especificamente utilizadas, visando a reabilitação criminal e o afastamento do estado de perigosidade pelo manejo do risco de violência para o cometimento de novos factos crime. Será utilizada alguma metodologia expositiva, mas também vivencial, e os participantes serão convidados à partilha de pensamentos e emoções pessoais, que tenham de facto ocorrido ou que porventura possam ocorrer e que se relacionam com a temática em análise.

    • Sala 6

      Comunicações orais · Livres

      • Moderação
      • Vera Teixeira de Sousa
      Ver as 5 comunicações
      1. A Multidão do Mal

        João Paulo Ribeiro · João Miguel Domingues

        Resumo
        • João Paulo Ribeiro
        • João Miguel Domingues

        Procuramos abordar a influência da multidão na emergência do mal. Partimos da obra de Gustave Le Bon, «Psicologia das Massas», e das reflexões de Freud sobre o contágio emocional, a liderança e os fenómenos inconscientes que promovem a identidade e coesão grupal. Abordamos a obra de Wilfred Bion sobre a mentalidade grupal e o funcionamento de pressuposto básico, como contrapartida ao funcionamento mais evoluído de grupo de trabalho. Refletimos ainda sobre os fenómenos de liderança e o relacionamento entre os líderes e os indivíduos que integram um grupo a funcionar irracionalmente. Refletimos sobre fenómenos macrossociais como a guerra, o terrorismo, as claques de futebol e o nazismo. Abordamos ainda a utilidade do psicodrama na reflexão e abordagem terapêutica grupal, na busca de dinâmicas mais empáticas, cooperativas e pacíficas.

        Multidão · Mal · Psicodrama

      2. Da Solidão Materna à Matriz Grupal: Contributos do Psicodrama para a Saúde Mental Perinatal

        Carolina Oliveira Areias · Inês Ambrósio · Mariana R. Pinto · Ana Isabel Machado

        Resumo

        O período perinatal constitui um período de reorganização psíquica e relacional, marcado por transformações significativas na vida da mulher, reativação de heranças transgeracionais, papéis internalizados e expectativas culturais associadas à maternidade. Em contextos contemporâneos de crise mundial e isolamento social, muitas mulheres experienciam fragilidade das redes de suporte, potenciando sofrimento emocional e patologia perinatal. O psicodrama, através dos contextos grupal, social e psicodramático, constitui um importante instrumento preventivo, promovendo pertença, espontaneidade e fortalecimento vincular. Este trabalho propõe uma reflexão sobre o potencial dos grupos psicodramáticos na prevenção da patologia perinatal e na construção de redes comunitárias de apoio à maternidade.

        Saúde mental perinatal · Papéis maternos · Psicodrama

      3. Para Além da Palavra: o que Pode o Psicodrama na Psiquiatria?

        Mariana R. Pinto · Carolina Oliveira Areias · Joana Correia

        Resumo

        O psicodrama nasceu de mãos dadas com a psiquiatria, quando aquele que lhe trouxe alegria e riso propôs uma visão diferente do sofrimento humano. Contudo, os dois campos afastaram-se: a psiquiatria voltou-se para a biologia e para o diagnóstico; o psicodrama manteve o foco no sujeito, na relação e na ação. O psicodrama oferece o que a palavra não alcança: acesso à experiência vivida, espontaneidade e transformação pelo vivido. Num tempo de crescente sofrimento mental, este trabalho convida à reflexão sobre os possíveis contributos do psicodrama para a prática psiquiátrica contemporânea, particularmente na abordagem do sofrimento psicológico.

        Sofrimento psicológico · Psicodrama · Psiquiatria

      4. Ensaiar o Diretor: Prática Deliberada no Palco Psicodramático

        Pedro Neves Correia · Sónia Gonçalves

        Resumo
        • Pedro Neves Correia
        • Sónia Gonçalves

        Esta comunicação propõe aproximar o conceito de prática deliberada da formação de psicoterapeutas psicodramatistas, apresentando-o como contributo introdutório para pensar o treino de competências no psicodrama moreniano. Partindo dos desenvolvimentos recentes da prática deliberada na psicoterapia, pretende-se clarificar os seus princípios centrais e explorar a possibilidade de identificar microcompetências do diretor moreniano. A partir daí, discutiremos como essas competências podem ser observadas, treinadas e aprofundadas em contextos de formação, supervisão, direção partilhada e desenvolvimento profissional ao longo da vida, mantendo diálogo com a tradição espontânea, relacional e experiencial do psicodrama.

        Formação · Direção · Supervisão

      5. Ensaiar a Liberdade: O Psicodrama Moreniano no Desenvolvimento de Competências de Vida em Homens Gays

        Pedro Cunha

        Resumo
        • Pedro Cunha

        Esta comunicação reflete sobre as potencialidades do psicodrama moreniano no desenvolvimento de competências de vida em homens gays, a partir da experiência de intervenção em vários grupos de desenvolvimento nos últimos 10 anos. Considerando desafios associados ao estigma, à discriminação, à autoaceitação e às relações interpessoais, destaca-se o contributo das técnicas psicodramáticas para promover o autoconhecimento, a autoestima, a assertividade e a autonomia relacional. Através da ação, da espontaneidade e da experimentação de novos papéis, o psicodrama proporciona oportunidades de transformação pessoal e relacional. Ensaiar a liberdade significa, assim, superar condicionamentos, construir relações mais autênticas e assumir o protagonismo da própria vida.

        Psicodrama moreniano · Homens gays · Competências de vida

  6. 16h15 16h45

    Coffee break

  7. 16h45 18h15

    Workshops simultâneos

    Ver as 6 sessões
    • Sala 1

      Psicodrama da Intimidade Perdida: Presença, Território e Encontro em Tempos de Fissura Relacional

      Isabel Prado e Castro

    • Sala 2

      O Despertar do Espelho: Espontaneidade e Reconfiguração de Papéis em Cena

      Celso Teixeira · Nuno Pires

      Resumo
      • Celso Teixeira
      • Nuno Pires

      Nesta aventura partimos de uma obra estética e metodológica em que a humanidade foi confrontada com um arquivo vivo que reuniu a cartografia de duas mil subjetividades em cinquenta geografias distintas. Vamos procurar trazer esse teste sociométrico globalizado, operando como o espelho definitivo das clivagens de papel que moldam a experiência de «metade» da população mundial, para o Curia Palace. Ao focar-se na revelação de micro-histórias que partilham a mesma matriz de sobrevivência e resiliência, a obra estética escolhida funciona como um catalisador de insight social, demonstrando que os papéis psicodramáticos privados estão indissociavelmente ligados aos papéis sociais e políticos.

      Sociometria · Papéis psicodramáticos · Papéis sociais

    • Sala 3

      Mentes e Corpos Agitados: Acting In vs Acting Out

      Maria Laureano · Rute Cajão

    • Sala 4

      O Lugar do Psicodrama na Doença Mental

      Raquel Oliveira · Marta Gama

      Resumo

      Este workshop parte da nossa experiência clínica num Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental, onde o Psicodrama é utilizado como ferramenta de reabilitação e tratamento. De forma vivencial, serão partilhadas e exploradas abordagens psicodramáticas desenvolvidas em intervenções de grupo com pessoas com depressão, ansiedade, luto complicado e Perturbação do Espetro do Autismo (PEA). Os participantes terão a oportunidade de experienciar, na primeira pessoa, como estas técnicas se aplicam em contexto hospitalar, abrindo espaço para reflexão e diálogo sobre o potencial transformador do Psicodrama na Saúde Mental.

      Psicodrama · Intervenção · Doença mental

    • Sala 5

      Do Encontro à Ação: Psicodrama e EMDR para Tempos Complexos

      Micaela Ramos · Carolina Guedes

      Resumo
      • Micaela Ramos
      • Carolina Guedes

      O sofrimento psicológico contemporâneo exige abordagens integrativas capazes de responder à crescente complexidade dos desafios individuais e sociais. Este workshop propõe uma reflexão teórico-prática sobre as convergências entre Psicodrama e EMDR, destacando os contributos de ambos os modelos na compreensão e transformação de experiências traumáticas, padrões relacionais e bloqueios à espontaneidade. A partir dos conceitos de ação, encontro e processamento adaptativo da informação, serão exploradas possibilidades de integração clínica que favoreçam a elaboração de experiências adversas e a construção de respostas mais ajustadas aos desafios do mundo atual.

      Ação · Encontro · Processamento Adaptativo de Informação (PAI)

    • Sala 6

      Oneiric Drawing Meets Psychodrama: An Intermodal Approach for Clinical and Educational Practice

      Gianmarco Biancalani · Lucia Maria Moretto

      Resumo
      • Gianmarco Biancalani
      • Lucia Maria Moretto

      This workshop introduces oneiric drawing as a graphic-expressive method inspired by surrealist art and explores its intermodal integration with psychodrama. Through theoretical framing and practical demonstration, participants will examine how the images produced through oneiric drawing can evoke unconscious symbols, personal meanings, internal conflicts, resources, and creative possibilities. The workshop will show how these images may become a bridge toward psychodramatic enactment, allowing symbolic contents to be embodied, explored, and transformed within the dramatic scene. This intermodal process can support insight, self-awareness, divergent thinking, and therapeutic movement in clinical, educational, and group settings.

      Oneiric drawing · Intermodal Creative Arts Therapies · Unconscious Symbols

  8. 18h30 20h00

    Assembleia Geral da SPP

    Só para sócios da SPP

  9. 20h30

    Jantar social com programa cultural e convívio

    Noite Vintage · anos 20.

    Não incluído na inscrição.

Domingo, 8 de Novembro · Partilha

  1. 09h00 10h00

    Escuta coletiva: Fronteira do Medo

    Fumaça, podcast de jornalismo de investigação, e Divergente, revista digital de jornalismo narrativo.

    Sem inscrição · 60 auscultadores

    Resumo

    Juntamo-nos durante o pequeno-almoço para escutar o primeiro episódio do podcast Fronteira do Medo, uma investigação jornalística sobre o policiamento de bairros guetizados, as pessoas que ali habitam e os polícias que lá trabalham. Esta série narrativa em áudio, com um site interativo, conta as histórias de dezenas de moradores e polícias em territórios classificados como «Zonas Urbanas Sensíveis», descrevendo como são vividos e policiados estes «lugares de exceção». A série conta como se construiu o conceito de «bairro problemático», escrutina as condições de trabalho e formação das polícias, e documenta um padrão de falsificação de documentos e encobrimento de atos de brutalidade, admitido pelos próprios agentes. Escutar, na mesma série, quem vive nestes bairros e quem os policia pede um gesto que o psicodrama conhece bem: pôr-se no lugar de cada um antes de concluir. No fim, conversamos à maneira de uma partilha, a partir do que a história mexeu em cada pessoa. Um aquecimento para a mesa sobre o estado do mundo, que vem logo a seguir.

    fronteiradomedo.pt
  2. 10h00 11h30

    Homenagem a José Luís Pio Abreu

    Mesa multidisciplinar: O Estado do Mundo

    Oradores · Francisco Assis · Pedro Portela · Joana Bértholo · Liliana Coutinho

    Moderação · José Teixeira de Sousa

    Sobre a mesa e os oradores

    Esta mesa de encerramento presta homenagem ao Professor Doutor José Luís Pio Abreu, figura incontornável na introdução e no desenvolvimento do Psicodrama moreniano em Portugal, e retoma a pergunta que abriu este congresso: que mundo estamos a criar nas nossas relações, nas nossas instituições e nas nossas comunidades? Reunimos quatro vozes que o pensam e o transformam a partir de lugares diferentes: a filosofia e a política, os sistemas sociais complexos, a escrita e a dramaturgia, a curadoria e o debate público. Cada uma parte do que vê no estado do mundo e do modo como a sua prática o transforma em ação, em gesto ou em narrativa. Chegamos assim à pergunta central: o que pode cada cidadão fazer, ativamente, a partir da sua área de atuação, para contribuir para mudar o estado das coisas? É um fecho que devolve ao coletivo a responsabilidade da resposta, em legado direto ao percurso de Pio Abreu.

    Moderação

    • José Teixeira de Sousa

      José Teixeira de Sousa é psiquiatra e sócio fundador da Sociedade Portuguesa de Psicodrama. Modera a mesa.

    Oradores

    • Francisco Assis

      Francisco Assis é licenciado em Filosofia. Foi eleito presidente da Câmara Municipal de Amarante em 1989, com 24 anos, e desde então manteve sempre uma intervenção cívica e política. Foi deputado à Assembleia da República em várias legislaturas e, em mais do que um mandato, deputado ao Parlamento Europeu, cargo que desempenha atualmente. Presidiu ao Conselho Económico e Social, onde defendeu a criação de assembleias de cidadãos como forma de aprofundar a democracia. Traz à mesa a sua apurada capacidade reflexiva sobre a sua longa intervenção cívica e política.

    • Pedro Portela

      Pedro Portela formou-se em Engenharia Mecânica na Faculdade de Engenharia do Porto, envolveu-se cedo em projetos com a Agência Espacial Europeia e co-fundou a empresa luso-alemã cujos isolamentos térmicos aterraram em Marte em 2016. Dedica-se hoje ao estudo dos sistemas sociais em ambientes complexos, é consultor da Fundação Humanity United, nos Estados Unidos, e colabora com o centro de investigação em ciências políticas do País Basco. Investiga como um pequeno grupo de pessoas consegue mudar uma sociedade, tendo como caso de estudo o conflito multigeracional no Sudão do Sul. Traz à mesa o olhar dos sistemas complexos sobre o modo como a mudança coletiva acontece.

    • Joana Bértholo

      Joana Bértholo é escritora, licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e doutorada em Estudos Culturais pela Europa-Universität Viadrina, na Alemanha. Publicou romances, contos, literatura infantojuvenil e ensaios de não-ficção, entre os quais A História de Roma (Prémio Fundação Eça de Queiroz/Millennium bcp 2023). Em paralelo, escreve regularmente para dança e teatro. Mais em joanabertholo.pt. Traz à mesa a voz da escrita e da criação.

      Foto: MVR

    • Liliana Coutinho

      Liliana Coutinho é curadora, investigadora no IHC – NOVA FCSH / IN2PAST e programadora de conferências da Culturgest. Foi curadora no INDEX 2022 e no INDEX 2024 (Art and Technology Festival / Braga Media Arts) e na Bienal de Arte Walk&Talk, em Ponta Delgada, nos Açores (2025). Tem escrito ensaios publicados em revistas e livros. É doutora em Estética e Ciências da Arte pela Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne. Foi professora convidada na FCSH/NOVA e no Departamento de Comunicação, Filosofia e Política da Universidade da Beira Interior. Traz à mesa a experiência de criar e programar espaços de pensamento e debate público.

      Foto: Patricia Blasquez

  3. 11h30 12h30

    Encerramento do congresso

    • Gabriela Moita